No Esgoto...
by *fabiano-alvesCapítulo 2: Reflexão
Nunca pensei que o sacerdócio poderia ser algo proveitoso.
Cheio de regras, ditames, uniformes sem graça, obrigações demais, diversões de menos.
E muita, mas muita gente chata achando que você, por ser filiado ao sacerdócio tem a obrigação de atende-lo.
Definitivamente, não parecia ser algo agradável.
Vai ver foi por isso que eu decidi segui-lo...
Após sair do mosteiro, andei em direção de Prontera, portentosa cidade onde se instalou o rei, a Igreja e a Cavalaria.
Segundo se consta, os esgosto de Prontera passam por um problema de infestação: muitos besouros se alojaram nos níveis mais profundos do esgoto e ali fizeram seu habitat, se reproduzindo às dezenas e trazendo problemas para todos que vivem na cidade.
O problema é tamanho que, ocasionalmente, pode-se encontrar ovos de besouro mesmo nas muralhas da cidade, tamanho o nível de infestação que se encontra nos esgotos.
Pensando nisso, a guarda de Prontera passou a contratar aventureiros para tentar livrar a infestação que o esgoto sofre.
Ainda não conseguiram alguma vitória significativa.
Ontem conversava com duas amigas no primeiro nível do esgoto; embora fossem aventureiras habilidosas, o terceiro nível do esgoto mostrava-se desafiador demais mesmo para elas.
Sarah é uma espadachim e Tenshi uma arqueira, paramos e começamos a conversar sobre várias coisas: é estranho, mas nunca tinha parado e conversado com gente assim desde a época que era uma aprendiz.
Estranhamente, Sarah comentou isso também, que ficava apenas lutando, sem pausas ali no esgoto ou em outros lugares.
Penso comigo mesma que temos colocado a luta demasiadamente em destaque nas nossas vidas, deixando de lado outras atividades corriqueiras, mais normais mesmo.
Estamos nos tornando máquinas de destruição e nos esquecendo que estamos vivos, que respiramos.
Não somos como morto-vivos que apenas vivem para lutar ou assombrar os outros.
( Será que não somos mesmo?)
Todos os dias vejo muitas pessoas andando pelos esgotos, matando besouros, morcegos e outras criaturas subterranêas, mas nunca resolvendo o problema definitivamente.
Será que essa atitude do governo, de mandar aventureiros esgoto abaixo matando criaturas realmente pode sanar o problema?
Penso eu que não. Mas como ir contra alguém como o rei?
Simplesmente, não se fica contra.
Nem o bispo, nem os cavaleiros, nem ninguém.
Definitivamente, já fomos transformados em autômatos.
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- Por favor, me cura! Você é noviça!
- Te curo desde que você me conte...hummm....Me conte um desejo seu. Isso! Me conte um sonho, um desejo seu que eu te curo irmão! ^-^
- Humm...deixa eu ver...
Talvez ainda haja tempo. Não sei, é preciso tentar.














